quinta-feira, 21 de abril de 2016

“…pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53.5)

  Pilatos entregou nosso Senhor ao oficiais romanos, para que Ele fosse açoitado. O açoite romano era um dos mais terríveis instrumentos de tortura. Era feito de tendões de boi e tinha ossos agudos entremeados nos tendões, de modo que, em cada golpe do açoite, os pequenos ossos infligiam cortes terríveis, rasgando a carne da vítima até ao osso. Sem dúvida, o nosso Salvador foi amarrado à coluna e açoitado deste modo. Ele havia sido ferido antes, mas esse açoitamento por parte dos oficiais romanos foi provavelmente o mais severo de seus flagelos.
  Ó minha alma, contempla esta cena e chora diante daquele corpo ferido. Crente em Jesus, tu podes fixar os olhos nEle, com lágrimas, enquanto Ele permanece diante de ti, refletindo o amor que suportou tal agonia? O Senhor Jesus é, ao mesmo tempo, belo como o lírio da inocência e vermelho como a rosa, no carmesim de seu próprio sangue. Quando sentimos a verdadeira e bendita cura que as feridas dele produziram em nós, nosso coração não se dilata imediatamente com amor e pesar? Se amamos o Senhor Jesus, temos de sentir agora mesmo esta afeição crescendo em nosso íntimo.
  Com alegria iríamos ao nosso quarto e choraríamos, mas desde que nossas obrigações não o permitem, em primeiro lugar, oraremos: “Ó Amado, imprima a imagem de Seu corpo ensanguentado nas tábuas do nosso coração, durante todo este dia. E, quando a noite chegar, retornaremos à comunhão contigo e sentiremos pesar devido ao fato que nossos pecados Te custaram tanto sofrimento”.
— C. H. Spurgeon, no livro Dia a dia com Spurgeon.

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